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sábado, junho 2

A Feira sem Regras que afinal tinha muitas... 

Recebemos de vários lugares convites e publicidade para uma Feira sem Regras que se realizou hoje no largo de Santa Clara-a-Velha em Coimbra a a partir das 10 horas da manhã. Umas adolescentes de 12 anos acharam a ideia muito interessante e resolveram criar uma barraquinha com bolos e limonada. Antes de chegarem à feira, uma mãe ainda se informou se havia algum problema. Que não, mas que deveriam estar lá às 9 horas para se inscreverem (regra número 1), que deveriam levar uma mesa e um chapéu (regra número 2, embora derive do bom senso), que a venda de produtos biológicos teria de ser informada previamente (regra número 3, deve estar de acordo com a legislação). O problema é que mal montaram a banca, e enquanto um senhor tentava comprar uns bolos, foram expulsas! Porque não era permitido vender comida, pois faziam concorrência aos cafés que estão à volta (regra número 4 de tipo had hoc). E além disso, um dos organizadores também não queria barracas de farturas na feira dele (caso particular de aplicação da regra número 4). Ora as miúdas levavam uns cartazes bem catitas que passaram mais de um dia a fazer, para não falar no trabalho que tiveram com os bolos. Tinham um chapéu e uma mesa, estavam lá às 9 da manhã e, além disso, o cartaz refere explicitamente a palavra petiscos com um desenho alusivo. Que fique claro que não há nada de ilegal em uns adolescentes venderem comidas feitas por eles em qualquer feira de qualquer parte do país, seja ela com ou sem regras, é só perguntar ao IGAE. Infelizmente, a tacanhez e a prepotência também não são ilegais, mas fazem mais estragos. Depois de pensar no assunto, e dado que, mesmo assim a organização da feira é meritória não farei mais publicidade do caso do que a que está aqui. Saliento, no entanto, que todos perdem com estes equívocos, pois quantos mais vão à feira, mas virão...

Entretanto na Alta, no Quebra-Costas, decorria uma feira que se revelou muito mais interessante, com uma verdadeira participação do comércio local, população e quem foi chegando. Desde os bolos de Ançã e o pão caseiro até aos livros de banda desenhada e técnicos, passando por desenhadores a ilustrarem ao vivo sacos high-tech, pelo artesanato, do kitsh ao fashion, por plantas e flores e até por meninos a venderem livros usados da colecção Uma Aventura. Uma verdadeira festa, a mostrar o que é uma verdadeira feira sem regras. Parabéns Filipa e restantes organizadores!

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